Sunday, June 04, 2006

Sofia



Saiu tudo como planejado. Tão certo ao ponto de Sofia não acreditar. Tinha arquitetado sua tramóia nem sempre certa do êxito. Primeiro: os envolvidos não eram de fácil enrolação. Segundo: não sabiam as conseqüências daquilo tudo. Apenas se entregou a seus devaneios que não eram poucos. Sofia dorme e imagina: cavalos voadores contemplando a liberdade. Eles percorrem prédios e dão saltos rumo ao desconhecido. Sofia tinha objetivos. Casar-se, ter filhos, ser feliz e uma casa de madeira. Sorri desesperadamente. Tinha conseguido, conseguido... sentir súbita tristeza; agonia crescente no peito e ver as pálpebras lacrimejarem tristemente; ouvir acordes secos de um instrumento qualquer e gira constantemente ao redor da melodia etérea. Está dividida e deprimida. Sofia têm objetivos. Um único e indesejável. O ar lhe pesa, a visão suprime-lhe o belo. Olhares rápidos com idéia fixa e súbita. Sofia tem um plano. Sofia sorri, mas chora. Sofia incrédula acredita. Sofia tem passos certeiros desritmados. Sofia sente a brisa gélida lhe queimar os pulmões. Sofia quer ir além do esconderijo subconsciente. Sofia cai. Sofia morre. Ao seu redor, os envolvidos sem reação, choram.

Sr. Tarântula

1 Comments:

At 4:05 PM, Anonymous Anonymous said...

nossa, nossa, nossa... ADOREI
Parabéns sr Tarantula, o sr mandou mto bem, gostei mesmo. E esse testo me lembra alguém: EU... hahahahahah só espero não me matar... bjus te adoroooo

 

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